A pandemia e os impactos na educação das crianças e jovens

A educação sempre foi uma das minhas prioridades. É a base da sociedade! A educação infantil especificamente, teve uma atenção especial durante minhas gestões como Prefeito.
Infelizmente, em virtude desta pandemia, que iniciou em 2020 e se estende até o momento, as crianças ficaram sem aulas presenciais. Minha grande preocupação é com a perda de aprendizado, que é ainda maior para aqueles que iniciam os primeiros ciclos, como o 1º ano do Ensino Fundamental, quando começa sua alfabetização; além dos que estão terminando este nível de ensino e os que ingressarão no ensino médio.
Com a previsão de vacinação de toda a população com a segunda dose é apenas no final de outubro, quando realmente sentiremos o efeito da imunização, praticamente terminaremos mais um ano letivo com déficit de aulas presenciais.

O que me preocupa muito é que precisamos retomar o mais breve possível a aula presencial, especialmente para 100% dos alunos desses anos, que não foram alfabetizados adequadamente em virtude dessa ausência de aulas presenciais em todo o mundo.
Este é um tipo de aprendizado que não se adquire perfeitamente de forma digital, e esses que não conseguiram se alfabetizar sofrerão grandes impactos educacionais, já que não terão fácil leitura e escrita, por exemplo, além de ficarem atrasados em comparação aos que tiveram as aulas presenciais em outro momento.

É muito importante que façamos um esforço concentrado para que estas crianças não percam o aprendizado destes anos, porque se passarem para o segundo ou terceiro ano, respectivamente, terão muitas dificuldades.
Como gestores e responsáveis, teremos que fazer escolhas, e é evidente que será preciso priorizar este grupo de crianças. Praia Grande segue as diretrizes previstas na BNCC, ou seja, o processo de alfabetização ocorre no 1º e 2º ano do ensino Fundamental. São quase 9 mil alunos nessa fase na Cidade. Já no ensino infantil, fase que visa promover o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, são aproximadamente 8 mil.

Para os estudantes dos 8º e 9º anos, que estão chegando no ensino médio e perderam grande parte da oportunidade de reforçar o conteúdo, é necessário um diagnóstico da perda de aprendizado e a intensificação do conteúdo com reforços das disciplinas, nesta fase tão importante, já que em breve eles perderão o contato com a rede municipal de ensino e entrarão para os colégios estaduais. Esta intensificação permitirá que a gente consiga ajudá-los e prepará-los para cursar o ensino médio com maior tranquilidade e segurança de conhecimento, evitando até evasões.

Ainda dá tempo, neste ano letivo, de ajudar essas turmas de estudantes que estão nessas fases de aprendizado de base para a trajetória estudantil e profissional.
Em 2022 deverá ser mantida a programação estabelecida com aulas presenciais, mas também será necessário reforço em contraturno para os alunos identificados com problemas de aprendizagem em decorrência de não conseguirem aprender com a intensidade que uma aula presencial poderia oferecer.

Ninguém queria uma pandemia, mas ela chegou e foi preciso o mundo inteiro se adaptar. Agora precisamos remediar, na verdade precisamos vacinar contra as sequelas educacionais inevitáveis. É a vacina da educação para fortalecer o cidadão.

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